quinta-feira, 16 de março de 2017

MENTIRAS SINCERAS ME INTERESSAM

16/DEZ/16.

A luz do sol deixa o Japão
Para caminhar minhas costas,
Iluminar-me as opções impostas,
Conduzir-me ao seu alçapão.
Pequeno passarinho este meu peito,
Emaranhado de dúvidas e certezas
Que sobrevoa poderosas correntezas,
Mas já não busca o voo perfeito.
De minha infeliz perspectiva egoísta,
Também diferente, estudei propostas,
Abri mão de planos, todas as apostas,
Pra te fazer feliz, numa visão otimista.
       Mas não tem a ver com a felicidade de ninguém,
       Só do homem sem eira e o que lhe convém.

Meus caros amigos, Há um ano atrás comecei a série de poemas e poesias Adeus. Naquele momento me despedia nem mesmo sei de quê. Não, na verdade eu sei, mas hoje inicio um novo processo de partida. Agora, tento aos poucos me desvencilhar do mundo virtual, a médio prazo me tornar cada vez mais analógico. É bem verdade, esta não é a primeira tentativa. Tempos atrás já havia engendrado esta proeza (percebo que agora está muito mais difícil de se obter sucesso nesta empreitada). Bom, o “Folhaderosto”, uma livre tradução, é sempre o primeiro a sambar, rs. Isso também significa que este lindo blogue também tem seus dias contados, assim como o tumblr (nem sei como traduzir) e assim sucessivamente… Mudando de jegue para astronauta, hoje foi um dia daqueles estilo Todo Sentimento do Chico “até o amor cair doente, doente” 16/DEZ/16 é sobre isso, sobre o 16 de março que começou no 16 de dezembro. É um saco explicar poesia, né? Me desculpem. Apesar de estar com Todo Sentimento na cabeça o tempo todo, a trilha do dia foi Maior Abandonado “Eu tô perdido/ sem pai nem mãe/ bem na porta da tua casa/ eu tô pedindo a sua mão e um pouquinho do braço/ migalhas dormidas do seu pão/ raspas e restos me interessam/ pequenas porções de ilusão/ mentiras sinceras me interessam...”

Sem mais no momento, meus caros, com um fraterno abraço,

Alam Félix.

Um comentário:

  1. É, meu amigo, como em Todo Sentimento: "Pretendo descobrir / No último momento / Um tempo que refaz o que desfez / Que recolhe todo sentimento / E bota no corpo uma outra vez" sempre pretendemos descobrir tudo isso como o poeta Chico Buarque diz o fazer. Você nessa fase vivencial presente se vê em dúvida pela solidão e ao mesmo tempo em gozo solitário de produção artística e (talvez, rs) afetivo-sexual também. Mas, nessa altura da nossa vida, onde a maturidade cronológica nos cobra coerência, bom senso, seriedade, competência e outras "habilidades" mais, terminamos nós, pobres mortais, como disse você citando o grande Cazuza (e eu aqui, adaptando), perdidos, sem pai nem mãe na porta da casa de alguém... Vou aqui deixando um afetuoso abraço continuando a matutar sobre essas coisas. NANDO

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