Caros
amigos, como vão vossas senhorias? Espero que estejam em pleno gozo
de boa saúde e faculdades. Eu vou bem-disposto na minha missão de
educador. Com ideias para projetos de voltar à cena, mas ainda muito
timidamente. Tenho conseguido ficar distantes das mídias virtuais, das
redes e me ocupado mais com o mundo analógico.. Muito embora, ainda prefiro manter, também, uma distância de segurança em relação às pessoas.
As pessoas são melindrosas, e mentem, e fingem o tempo todo. Isso é
meio contraditório se anseio pelo palco e o teatro é uma arte do
coletivo, das relações humanas… porém, o que não é
contraditório nesta vida? Venho hoje para dizer “até logo” por
um tempo. Manterei as postagens no ar, mas por hora não haverão
textos novos. Não é um adeus definitivo, não mesmo. É porque
estou candidato numa eleição do Instituto, tem um congresso do
sindicato em setembro que se desdobra numa eleição para a reitoria
em novembro e eu estou muito envolvido nisto tudo. Quando tudo passar
eu volto (ou mesmo se bater aquela saudade irresistível a qualquer
instante). Muitas vezes senti vontade de compartilhar com vocês o que estava sentindo, mas me policiei. Até por prudência mundana, me reservei. Me parece que agora não tem nada de mágico para dizer. A gente se
ver por aí.
QUANDO
DESCOBRI O AMOR
Certa
feita, nem era gente, ainda,
mas sempre
sentia ser algo diferente
conhecer
todo universo
curioso
e galopante de infinito.
Vi
ser amor o sexo oposto
brincante
das meninas que
me
enlaçavam em cirandas
que
embailavam-se-me.
Hoje,
quando fecho os olhos,
te
encontro nestas rodas
aonde você nunca esteve,
mas
sempre vai estar.
Acaso
seduzir-se o destino,
quem sabe nova essência
penetre
e preencha e ocupe
a
casca nova na velha.
Em mim envelheceu o amor,
nem
sempre sei por qual razão te amei,
sei
apenas, quando o descobri,
ele
sempre existiu só por você
de mim.
Sem
mais delongas, meus caros amigos. Presto assim minhas sinceras homenagens a todos aqueles que se dedicaram às leituras destas
modestas palavras. Com um fraterno abraço,
Alam
Félix