Meus
caros amigos, quem tem a sorte de ter um amor amigo? Eu tenho, mas
não o tenho por inteiro e quero mais porque queremos sempre mais,
porque nunca nos bastamos. Então, de antemão gostaria de lhe pedir
desculpas pelo meu egoísmo, pelo meu ciúme. Perdoa-me também por
deixar-me alçar por teu olhar invasor. Perdoa-me porque essa mesma
vida que nos afasta quer nos ver juntos. Perdoa-me porque juro nunca
mais te ver, mas não vivo um minuto sem você. Embora, pareça mesmo
que nasci foi para ser só. Eu nasci pra ser só. E assim como está,
está bom. Eu gosto de partilhar, mas preciso da solidão. E eu sei,
ainda vou me questionar muito sobre isso, exatamente como faço
agora. Na vdd, estou até o pescoço com esta história. Meio casado
disso tudo. Mas ainda quero um amor que me deseje. E se eu pudesse
mandaria um recado para este futuro amor, algo parecido com a letra
da canção “Como se fosse a primavera”:
não sou tanto! Pior, sou
o mais imperfeito dos humanos e sei que você é
(im)perfeita
também. Você sentirá raiva de mim, muitas vezes. Por esses
motivos e tantos outros, pois saiba, é assim que o nosso fim se
tornará mais fácil. Entretanto, antes disso, vou te amar como nunca
fora amada antes e passaremos momentos incríveis juntos e vou fazer
valer a pena cada segundo compartilhado por toda dor que o amor também nos
reserva. Saiba, nosso amor não vai durar para sempre, futuro amor,
talvez nem resista à apenas uma noite, mas, ainda assim, viverei por
você para sempre cada instante neste momento. Prometo sermos muito
mais do que casais que partilham o leito de uma vida toda em
fingimento ou sem coragem a ponto de esquecerem o que é amar… o
prazer de um beijo. Não negue, não tire esse beijo da minha boca.
Pois então, futuro amor, quando você me conhecer, deixa eu te amar
e me ama também mesmo sabendo que o próximo passo é a hora da
despedida.
Uma
Canção para Mim
Já
acabaram as férias de verão.
Os
dias permanecem quentes.
Madrugo,
me banho, escovo os dentes.
Estrada,
diversas vozes, confusão.
Há
tanta maravilha pra se ver no mundo,
Mas
estou cansado deste jogo nauseabundo.
Dores
antigas, novas aflições,
Uma
sai, a outra entra, e pega e larga.
Não
é, “amor com amor se paga”?
Desculpa-me
a dita de punições.
Há
tanta maravilha pra se ver no mundo,
Mas
estou cansado deste jogo nauseabundo.
Venha,
cante uma canção para mim,
Acolha
meus quereres, meus ais.
Venha,
você vai enxergar muito mais
Através
deste seu velho curumim.
Há
tanta maravilha pra se ver no mundo,
Mas
estou cansado deste jogo nauseabundo.
Enquanto
ainda há tempo alegre
Se
estica e pega o que tiver ao alcanço,
Pois
meus olhos rogam descanso,
E
meu peito suplica: se entregue!
Há
tanta maravilha pra se ver no mundo,
Mas
estou cansado deste jogo nauseabundo.
Meus caros amigos, por hoje é só... por enquanto! Com um fraterno abraço,
Alam Félix
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