Vitória da Conquista, dois de
maio de dois mil e dezoito desde a vinda do Revolucionário e
Subversivo judeu
Jesus Cristo. Meus caros amigos, eis que aqui
estou, nas incertezas dos dias vindouros, disposto a vivê-los da
melhor forma impossível. Avante! Bom, um ano após o último post,
me deu hoje uma vontade de vir aqui matar as saudades. Saudade… “é
melhor que caminhar vazio” diz a canção do Peninha, o que é
engraçado porque a saudade é ausência de alguém que está
distante, ou de quem já partiu. Um
sentimento de vazio tão vasto
que nos
ocupa
espaço sem
par
dentro do coração. A
saudade nos ocupa com lembranças, as vezes alegres as vezes
carregadas de muita dor. Pelo que me consta uma palavra exclusiva de
nosso idioma. Tenho saudades de muitas coisas. Saudades de dias, de
meses, até saudades de muitos anos atrás.
Saudades
de mim, saudades de tudo. Saudades
do amor tão perto, mas mantido tão longe. Em alguns momentos desejo
voltar no tempo para dividir qualquer instante. Como
um simples sentar
à mesa para um almoço. Ver um sorriso nos olhos. Desejo de ser
rodeado e de rodear. Chegar perto, sentir o calor de um abraço,
beijar. De
ser companhia. De amar.
VEM ME AMAR
VEM ME AMAR
Vem depressa meu amor e
abranda com seus beijos um
corpo suplicante por seus braços.
Privado de te, deseja seus
desejos,
clama por sua pele, seus afagos.
Vem e cala-me, pois a minha boca
está órfã de todos os seus
lábios,
as minhas mãos famintas anseiam
lograr sua tez, moldar-se à sua
forma
e comer-te pedaço por pedaço.
Vem até mim, meu anjo
que minha alma tem sede da sua,
e o meu sexo ama a sua
cordialidade.
Meu todo seca de desejo, arde,
viça,
os meus olhos de longe te devoram
a mocidade.
Vem, razão da minha vida,
que este veio de lava que corre
em minhas veias e escorre de mim
me consome e me mata sem amor,
sem amar me mata de vontade.
Sem mais no momento, estimados amigos, com um fraterno abraço me despeço,
Alam Félix