quarta-feira, 22 de março de 2017

ME CHAMA DANIELA

Meus caros amigos, serei breve. Não pude evitar. Saíram sem meu comando, sem breve estudo e eu não pude calar. lhes apresento:

BOA NOITE

Sem nenhuma genialidade
Procuro uma palavra qualquer 
A procuro desesperadamente 
Para lhe desejar uma boa noite
Mesmo porque sabes de cór
As frases que sempre uso
Para lhe dizer que te amo e
Quanto.
Como é triste sua distância
Como reflete magoa e dor
Todas a noites sem você
Mas a simplicidade...
Nunca tive o luxo de desejar-lhe um boa noite 
Envolto de seu leito
Profundamente triste existo, meu amor.

Boa noite, mesmo longe de teu calor, boa noite.


Esta segunda, me fez lembra de Ânima do Milton: “Lapidar/ Minha procura toda/ Trama lapidar/ O que o coração/ Com toda inspiração/ Achou de nomear/ Gritando alma...” Tanto pelo tema proposto pelo último post, mas pelo o que está postado aí abaixo também. Lhes apresento:


ME CHAMA DANIELA

Não te chamarei mais de meu amor
ou qualquer um nome carinhoso
nem apelidos nem diminutivos,
seu nome é Daniela.
E você vai continuar a pessoa linda
que já é,
deslumbrante, d+, você é o cara!
Todo mino excessivo, toda hora a mais,
toda exceção, todo apreço, toda atenção,
tudo que digo, tudo que faço, tudo que abraço
tudo que verso, tudo que sonho, tudo que avesso
você merece mais, você não prestigia
cada porto,cada colosso, cada mar têm
seu ladrão, sua vazante, sua maré
navego a esmo minha solidão
sou nau à deriva, sou tufão, não sou nada.
Portanto me chama de “um”, de “ele”, de “o”,
ou mesmo “nenhum” ou nem me chama
A chama que me anima será eterna
Fogo que ateia vida
E encontrarei vida.


Sem mais no momento, com um fraterno abraço,


Alam Félix

Um comentário:

  1. Olá, meu velho. Formatar a o amor, decodificar a dor e arrancar desses dois a sublime lapidação em forma de poema é tarefa nada fácil e não rara, dolorosa. Você tem feito isso com maestria e, sobretudo, com a exposição de sua emoção de poeta. Como admiradores, ficamos sempre na expectativa de sermos presenteados com mais um belo escrito, como ser humano ficamos a imaginar a teia que tece a trama entre fonte de inspiração, sentimento, fantasia poética e o "abrir da cortina" para o público leitor. Abraço afetuoso. NANDO

    ResponderExcluir