Meus
caros amigos, serei breve. Não pude evitar. Saíram sem meu comando,
sem breve estudo e eu não pude calar. lhes apresento:
BOA
NOITE
Sem nenhuma genialidade Procuro uma palavra qualquer A procuro desesperadamente Para lhe desejar uma boa noite Mesmo porque sabes de cór As frases que sempre uso Para lhe dizer que te amo e Quanto. Como é triste sua distância Como reflete magoa e dor Todas a noites sem você Mas a simplicidade... Nunca tive o luxo de desejar-lhe um boa noite Envolto de seu leito Profundamente triste existo, meu amor. Boa noite, mesmo longe de teu calor, boa noite.
Esta
segunda, me fez lembra de Ânima do Milton: “Lapidar/ Minha procura
toda/ Trama lapidar/ O que o coração/ Com toda inspiração/ Achou
de nomear/ Gritando alma...” Tanto pelo tema proposto pelo último
post, mas pelo o que está postado aí abaixo também. Lhes apresento:
ME
CHAMA DANIELA
Não
te chamarei mais de meu amor
ou
qualquer um nome carinhoso
nem
apelidos nem diminutivos,
seu
nome é Daniela.
E
você vai continuar a pessoa linda
que
já é,
deslumbrante,
d+, você é o cara!
Todo
mino excessivo, toda hora a mais,
toda
exceção, todo apreço, toda atenção,
tudo
que digo, tudo que faço, tudo que abraço
tudo
que verso, tudo que sonho, tudo que avesso
você
merece mais, você não prestigia
cada
porto,cada colosso, cada mar têm
seu
ladrão, sua vazante, sua maré
navego
a esmo minha solidão
sou
nau
à deriva, sou tufão, não sou nada.
Portanto
me chama de “um”, de “ele”, de “o”,
ou
mesmo “nenhum” ou nem me chama
A
chama que me anima será eterna
Fogo
que ateia vida
E
encontrarei vida.
Sem
mais no momento, com um fraterno abraço,
Alam
Félix
Olá, meu velho. Formatar a o amor, decodificar a dor e arrancar desses dois a sublime lapidação em forma de poema é tarefa nada fácil e não rara, dolorosa. Você tem feito isso com maestria e, sobretudo, com a exposição de sua emoção de poeta. Como admiradores, ficamos sempre na expectativa de sermos presenteados com mais um belo escrito, como ser humano ficamos a imaginar a teia que tece a trama entre fonte de inspiração, sentimento, fantasia poética e o "abrir da cortina" para o público leitor. Abraço afetuoso. NANDO
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