16/DEZ/16.
A
luz do sol deixa o Japão
Para
caminhar minhas costas,
Iluminar-me
as opções impostas,
Conduzir-me
ao seu alçapão.
Pequeno
passarinho
este meu peito,
Emaranhado
de dúvidas e certezas
Que
sobrevoa poderosas
correntezas,
Mas
já não busca o
voo perfeito.
De
minha
infeliz perspectiva
egoísta,
Também
diferente, estudei
propostas,
Abri
mão de planos,
todas
as apostas,
Pra
te fazer feliz, numa visão otimista.
Mas
não tem a ver com a felicidade de ninguém,
Só
do homem sem eira e o que lhe convém.
Meus
caros amigos, Há
um ano atrás comecei a série de poemas e poesias Adeus.
Naquele
momento
me despedia nem mesmo sei de quê. Não, na verdade eu sei, mas hoje
inicio um novo processo de partida. Agora,
tento
aos poucos me desvencilhar
do mundo virtual, a médio prazo me tornar cada vez mais analógico.
É bem verdade, esta não é a primeira tentativa. Tempos
atrás
já havia engendrado esta proeza (percebo
que agora está muito mais difícil de se obter sucesso nesta
empreitada).
Bom,
o
“Folhaderosto”,
uma livre tradução, é sempre o primeiro a sambar, rs.
Isso também significa que este lindo blogue também tem seus dias
contados, assim como o tumblr (nem sei como traduzir) e assim
sucessivamente… Mudando
de jegue para astronauta, hoje
foi um dia daqueles estilo
Todo
Sentimento do
Chico “até o amor cair doente, doente” 16/DEZ/16 é sobre isso,
sobre o 16 de março que começou no 16 de dezembro. É um saco
explicar poesia, né? Me desculpem. Apesar de estar com Todo
Sentimento na
cabeça o tempo todo, a trilha do dia foi Maior
Abandonado “Eu
tô perdido/ sem pai nem mãe/ bem na porta da tua casa/ eu tô
pedindo a sua mão e um pouquinho do braço/ migalhas dormidas do seu
pão/ raspas e restos me interessam/ pequenas porções de ilusão/
mentiras sinceras me interessam...”
Sem mais no momento, meus caros, com um fraterno abraço,
Alam Félix.
É, meu amigo, como em Todo Sentimento: "Pretendo descobrir / No último momento / Um tempo que refaz o que desfez / Que recolhe todo sentimento / E bota no corpo uma outra vez" sempre pretendemos descobrir tudo isso como o poeta Chico Buarque diz o fazer. Você nessa fase vivencial presente se vê em dúvida pela solidão e ao mesmo tempo em gozo solitário de produção artística e (talvez, rs) afetivo-sexual também. Mas, nessa altura da nossa vida, onde a maturidade cronológica nos cobra coerência, bom senso, seriedade, competência e outras "habilidades" mais, terminamos nós, pobres mortais, como disse você citando o grande Cazuza (e eu aqui, adaptando), perdidos, sem pai nem mãe na porta da casa de alguém... Vou aqui deixando um afetuoso abraço continuando a matutar sobre essas coisas. NANDO
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