domingo, 26 de março de 2017

COMO É DIFÍCIL SER UM OGRO

Meus caros amigos, minha prosa e poesia, elementos vivos de minha existência, as vezes pobres as vezes rica são lamentos de minha pobre alma. Um ser humano que desce a  ladeira desenfreado e com medo de tudo e de todos. Tem horas que amanheço o dia, tem dias sem horas que nem amanheço. Senhoras que conhecia, senhoras que desconheço. Isso tudo me angustia. Nem caminho só tropeço. Vivo este mundo amor-de-mentira enquanto ainda cedo envelheço. A partir de agora renego ao mundo carnal com seus prazeres, facilidades e falsas verdades para fazer votos de castidade porque o que a carne deseja nos levar a trair o princípio maior da humanidade: amar ao próximo como a ti mesmo; gentileza; e a generosidade. Como poderei amar ao próximo se não amo a mim? Ou amo o próximo só pelo prazer que a carne proporciona e me ferve e se impõe? Enquanto permaneço filiado a este partido da peste nunca poderei evoluir, dar o passo em direção a luz. Só uma vida de servidão a uma causa humanitária me redimirá e estou na buscar deste propósito. Servi a minha comunidade, servir aos meus irmãos, servir ao meu povo, mudar este mundo, lutar contra as injustiças, amar a humanidade. Eu quero fazer isso sem precisar nascer de novo e nunca mais precisar voltar aqui. E quando eu julgar terminada a minha missão, não ficarei para colher frutos, louros, benesses ou elogios. Também não esperarei um fim alheio a minha vontade. Porei fim eu mesmo a esta jornada a mim imputada utilizando do mesmo arbítrio de negar o mundo pelo mundo, negar a vida pela vida.


PERANTE SEUS OLHOS

Me desfaço de tudo
Te busco te necessito te deixo
enquanto vais mesmo embora
de mim.

As vestes desta noite
me deixam em falso
com o meio e o medo de amar
novamente.

Nem saiu e já sinto saudade
escravo voluntário da paixão
sem senhora sem dona e só castigo

Meus gestos negam minhas palavras:
as que dizem não
as que dizem odeio
as que dizem esqueça
as que dizem nunca mais volta

Não há abraços nem carinhos sobre mim
perante seus olhos
vago eu, mar insólito, solidão

Perdido num não-sei-quê
de expectativas que ainda
desejo nem quero desejar
te ver partir te ver chegar.

Apois, o afamado livre arbítrio terá julgamento a favor ou contra, meus caros? Crenças ou crendices? Deus ou Deusa? Ou Deuses? Ou Deusas? Primeiro ou Segundo testamento?

Com um fraterno abraço,

Alam Félix

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