segunda-feira, 20 de março de 2017

LIVRE ARBÍTRIO

Meus caros amigos, novos tempos se despontam no horizonte, nem posso revelar o tamanho dos eventos que estão para acontecer, por enquanto. Serão acontecimentos que poderão significar mudanças profundas. Minhas motivações são nobres, mas nem tudo, uma especificamente foge à regra, por ser no fundo uma fuga, no seu tempo tudo será esclarecido. Este título aí acima (e abaixo) é o início de um diálogo que proponho sobre escolhas que fazemos na vida. Acabei de fazer uma grande mudança e tem hora que acho ter sido a pior escolha de minha vida, as vezes menos, mas ainda não encontrei um motivo para estar pleno dela. Quero muito ouvir opiniões. A Igreja Católica e O Espiritismo falam com propriedade sobre o tema, já estive bastante próximo das duas crenças, em momentos distintos, hoje não me aproximo de nenhuma. A questão que quero formular é, o que acontece quando fazemos uso desta prerrogativa?


LIVRE ARBÍTRIO

Setembro saia do lodo
E me afoga, me entranha,
Me estilhaça inteiro ou me asfalta.
Embriaga-me de seus dogmas,
Sua cristandade ou
Livra-me do arbítrio
Sem condenar-me à sua felicidade.
Me deixa escolher, sem vingança
Sem castigo, o meu destino.
Setembro,
Meu desejo pura verve
Meu passo franco destemido
Meu canto alegre de menino
Meu beijo sempre apaixonado
Meu verso feito de entranhas
Meu corpo de agora envelhecido,
Ressoarão para além de vosso tempo
Quando chegares, Setembro.
Quando acabarem as chances
E a esperança
Não grita em vão o meu nome
Eu estarei tão mais longe
Pai, quanto mais me desejareis.
Estarei também disposto a pagar
Por meus pecados,
Todos meus.
Todos meus.

Sem mais no momento, meus caros amigos, com um fraterno abraço,

Alam Félix.

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