Meu
caros amigos, um breve texto que me acometeu na última madrugada.
Estou tentando fazer as pazes, com tudo, e eis que este saltou e fui,
ao longo do dia formatando-o. O engraçado é que
isto se dá da forma mais
inusitada porque é meio que o tiro sem alvo, mas o que há de se
fazer? O desejo é uma
coisa engraçada, pode ficar latente por um longo tempo, escondido,
mas está lá em algum lugar esperando a oportunidade... e não mais
que de repente simplesmente acontece. Na
verdade, o que acontece
é, ou na maioria das
vezes acontece é que
“João amava Teresa que
amava Raimundo que amava Maria...” “Porque
que tem que ser assim, se meu desejo não tem fim?”
DESEJO LATEJANTE
Nada
dormi esta noite.
Manteve-me
acordado o
pulsante
tesão de
há
poucos instantes.
O
membro firme em brasa
reclamava
por abrigar-se
na
sua casa,
em
seu quarto, seu leito.
Em
minhas mãos,
ainda
quentes,
a
sensação viva
de
percorrer o delírio
destas
suas curvas,
de
seu corpo lindo
e
perfeito.
Meus
braços órfãos
anseiam
seus abraços.
Minhas
costas por suas unhas.
A
minha boca molhada,
vivia
o toque de seus lábios,
sua
língua, seus beijos,
lembrando
o aconchego e
o
encaixe exato
de
uma boca feita para a outra.
Na
sincronia de nosso ato
meu
corpo era o seu,
o
seu o meu,
e
o paraíso entre as pernas.
A
noite em claro
de
um silencio ensurdecedor e
meu
sexo rijo, teimoso,
implora
por seu gozo.
Bom
meus caros, em riste sempre! Sem perder a ternura... com um fraterno
abraço,
Alam
Félix
Escrever prá você é fácil por que - como bem você disse - parece reflexo de espelho de você pra mim. De lá prá cá - tenho como quase certo - ´se configura o mesmo e, também por isso, se apresenta, contraditoriamente, a grande dificuldade de escrever prá você. Conversa maluca? Não exatamente. Nós sabemos o quão difícil é escrever prá nós mesmos o que põe em cheque os nossos sentimentos, as nossas contradições e, principalmente as nossas fragilidades. Estamos completamente nus nos escritos, pois querendo ou não esconder na letra, na palavra, a ENTRELINHA GRITA de tão oculta e louca prá pular fora do papel, da tela dos aparelhinhos eletrônicos. "A Revolta dos Dândis", "Amada Mágoa", "Amar a Tudo" e "Desejo Latente" lhe desnudam, sem pudor algum, sem meios-termos, sem vergonhas, com verdades e poesia aos borbotões, nos inundando de poesia e vontade de amar, mesmo em sofrimento como você agora vive, mas que corajosamente exercita e tenta se livrar via razão. Mas, o que é que a senhora razão faz nessa lampejo de tempo, nessa história toda? Sabemos que quase nada faz, meu amigo. Ela bem que tenta se impor ao nosso pensamento e ao nosso corpo, mas para isso a pobre coitada é incompetente, vide "Desejo Latente", um belíssimo poema "EROMÂNTICO" que nos proporciona a ótima percepção do cume do desejo erótico-carnal com a doçura do amor romântico e terno. Já havia lhe dito antes e resmungo mais uma vez, meu amigo, deixe essa avalanche de poesia descer do alto do seu psi, fazer uma escala sentimental e ser temperado pelo blood do seu convulso coração e finalmente escorrer aos nossos olhos e ouvidos para se aninhar dentro de nós, amigos e admiradores do seu belo ofício de tecer palavras e agrupá-las num manto de sonhos. Abraço caloroso.
ResponderExcluirPois é Nando, velhas dores, novas dores... é uma tempestade após a outra sem uma calmaria. hoje foi um dia bem tranquilo, depois de várias duchas geladas, rs. Machuquei e a canela e nem estou tomando remédio só para sentir mais forte a dor física. abração meu velho.
ExcluirLembrando sempre que ainda não consegui substituir o nome de Lívia por NANDO! Rs.
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