segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

PIU-PIU SEM FRAJOLA

Meu caros amigos, um breve texto que me acometeu na última madrugada. Estou tentando fazer as pazes, com tudo, e eis que este saltou e fui, ao longo do dia formatando-o. O engraçado é que isto se dá da forma mais inusitada porque é meio que o tiro sem alvo, mas o que há de se fazer? O desejo é uma coisa engraçada, pode ficar latente por um longo tempo, escondido, mas está lá em algum lugar esperando a oportunidade... e não mais que de repente simplesmente acontece. Na verdade, o que acontece é, ou na maioria das vezes acontece é que “João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria...” “Porque que tem que ser assim, se meu desejo não tem fim?”



DESEJO LATEJANTE

Nada dormi esta noite.
Manteve-me acordado o
pulsante tesão de
há poucos instantes.
O membro firme em brasa
reclamava por abrigar-se
na sua casa,
em seu quarto, seu leito.
Em minhas mãos,
ainda quentes,
a sensação viva
de percorrer o delírio
destas suas curvas,
de seu corpo lindo
e perfeito.
Meus braços órfãos
anseiam seus abraços.
Minhas costas por suas unhas.
A minha boca molhada,
vivia o toque de seus lábios,
sua língua, seus beijos,
lembrando o aconchego e
o encaixe exato
de uma boca feita para a outra.
Na sincronia de nosso ato
meu corpo era o seu,
o seu o meu,
e o paraíso entre as pernas.
A noite em claro
de um silencio ensurdecedor e
meu sexo rijo, teimoso,
implora por seu gozo.

Bom meus caros, em riste sempre! Sem perder a ternura... com um fraterno abraço,

Alam Félix

3 comentários:

  1. Escrever prá você é fácil por que - como bem você disse - parece reflexo de espelho de você pra mim. De lá prá cá - tenho como quase certo - ´se configura o mesmo e, também por isso, se apresenta, contraditoriamente, a grande dificuldade de escrever prá você. Conversa maluca? Não exatamente. Nós sabemos o quão difícil é escrever prá nós mesmos o que põe em cheque os nossos sentimentos, as nossas contradições e, principalmente as nossas fragilidades. Estamos completamente nus nos escritos, pois querendo ou não esconder na letra, na palavra, a ENTRELINHA GRITA de tão oculta e louca prá pular fora do papel, da tela dos aparelhinhos eletrônicos. "A Revolta dos Dândis", "Amada Mágoa", "Amar a Tudo" e "Desejo Latente" lhe desnudam, sem pudor algum, sem meios-termos, sem vergonhas, com verdades e poesia aos borbotões, nos inundando de poesia e vontade de amar, mesmo em sofrimento como você agora vive, mas que corajosamente exercita e tenta se livrar via razão. Mas, o que é que a senhora razão faz nessa lampejo de tempo, nessa história toda? Sabemos que quase nada faz, meu amigo. Ela bem que tenta se impor ao nosso pensamento e ao nosso corpo, mas para isso a pobre coitada é incompetente, vide "Desejo Latente", um belíssimo poema "EROMÂNTICO" que nos proporciona a ótima percepção do cume do desejo erótico-carnal com a doçura do amor romântico e terno. Já havia lhe dito antes e resmungo mais uma vez, meu amigo, deixe essa avalanche de poesia descer do alto do seu psi, fazer uma escala sentimental e ser temperado pelo blood do seu convulso coração e finalmente escorrer aos nossos olhos e ouvidos para se aninhar dentro de nós, amigos e admiradores do seu belo ofício de tecer palavras e agrupá-las num manto de sonhos. Abraço caloroso.

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    1. Pois é Nando, velhas dores, novas dores... é uma tempestade após a outra sem uma calmaria. hoje foi um dia bem tranquilo, depois de várias duchas geladas, rs. Machuquei e a canela e nem estou tomando remédio só para sentir mais forte a dor física. abração meu velho.

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  2. Lembrando sempre que ainda não consegui substituir o nome de Lívia por NANDO! Rs.

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