sábado, 18 de fevereiro de 2017

O ARQUITETO, A ARQUITETA

O ARQUITETO, A ARQUITETA

Meus caros amigos, me preparei espiritualmente para fazer uma postagem de alegria. Juro. Repleta de coisas boas, só coisas boas! Vdd. Era mais ou menos assim:

AMAR A TUDO
Eu amo os seus olhos,
Mas amo ainda mais o teu olhar.
Eu amo seu sorriso,
Mas amo ainda mais tua risada.
Eu amo a tua pele,
Mas amo ainda mais senti-la.
Eu amo a sua mão,
Mas amo ainda mais o teu toque.
Eu amo o seu cabelo,
Mas amo ainda mais os teus penteados.
Eu amo a tua boca,
Mas amo ainda mais todos os lábios.
Eu amo os seus acertos,
Eu amo os seus erros,
Eu amo quando você chora,
Eu amo quando você chega,
Eu amo quando você me chama,
Eu amo quando diz não, quando diz sim,
Eu amo também quando suspira,
Eu amo você aqui, também amo lá
Eu amo quando torra de preocupação,
Eu amo na alegria e amo na tristeza...
Eu te amo.

Na vdd, este é um texto que não considero pronto. Ainda queria trabalhar mais nele, escutá-lo, torná-lo orgânico, vivo, mas ei-lo que nasce prematuro. Não posso mais tocá-lo, porque... Acontece que existe o Arquiteto, ou roteirista como eu gosto de falar, que insiste em me ver chorar. Arquiteto este que tem um prazer doentio de derrubar-me cada tijolinho que arrumo tão sacrificadamente. Há alguns dias enquanto encangava grilo, brincava de procurar o significado do meu nome e, também, o de outra pessoa. Descobri que a grafia com “M” no final para Alam é de origem árabe e que por lá significa bandeira ou sinal. Segundo o autor do artigo o nome pode ter sido originado do gaélico Ailène que significa pedra, rochedo denotando resistência, durabilidade, estabilidade. Há indícios ainda que este nome tenha origem na palavra celta Alun que pode ser traduzido como harmonia ou verdadeira paz. Ou seja, vários significados e qual deles é o meu nome? Mas falta ainda o Félix, originado do Latim que traz uma resposta direta, mas que se configura uma antítese: feliz, sortudo, bem-sucedido ou bem-aventurado. Já me disseram que não consigo esconder meus sentimentos, talvez então Bandeira seja meu verdadeiro nome; embora Rochedo também dá conta do recado uma vez que a resistência, a durabilidade e a estabilidade são características da minha personalidade;  Assim como estimo muito a Harmonia e a pratico no convívio com meus pares; Mas o que é minha cara mesmo é Verdadeira Paz, por um tempo, lá em casa, recebi a alcunha de moringa por que não esquentava a cabeça com nada e entre meus colegas de bike sou conhecido como Zen, pessoa calma, tranquila, mística, contemplativa que não se abala com nada. Então, sou todos eles, mas considero um pouco muito puxado isso para uma pessoa só, e ainda tenho a obrigação de ser eles e ser feliz. Mas, peraê, sou um Virginiano (signo do qual possuo algumas das qualidades) com ascendente em Escorpião (signo que me deixou como herança todos os seus defeitos). O outro nome: “É o senhor quem me julga”. Venha cá Grande Arquiteto, até onde vai a sua maldade?


AMADA MÁGOA

Chegou o adeus definitivo, Arquiteta.
Preciso do ponto, e final, acabar com isso
pelo fascínio da mais dilacerante dor
nem posso evitá-la, amor, meu infinito.
O instante faz necessário curtir, tão somente,
porque envergonha-me meu desejo,
porque envergonha-me minha idade e
também envergonho-me ser Gancho e
ser o Pan dos infernos.
Meu adeus tripudia minha pessoa
como segrega, dizima, minimiza e ignora,
e despreza, e nega,
mas não faz do amor uma mentira.
Não faça do amor uma mentira, Arquiteta.
Sua voz que tanto cala minh’alma
e me acalma
também é inferno neste mesmo céu.
Parto porque hoje é vida que acaba, Arquiteta,
esta nave vazia de fies, meu peito,
não suporta mais desamores, falsidades, dissimulações.
E todos os sabores,
E todas as cores,
E tudo sobre a minha mãe,
Ou toda a vida que nem construímos, Arquiteta,
amarela em papel manteiga numa gaveta qualquer.
Jurei nunca maldizer um amor, amor,
acontece que ascendo escorpião que vocifera
e sangra em lágrimas e destila fel e veneno...
Nossos instantes foram embuste, Arquiteta?
Toda paz fraudulenta? Toda alegria simulacro?
Não existe ponte ao alcance do pardieiro
porque sou eu este edifício alquebrado
porque me sinto assim.
E me odeio porque te amo
e porque te amo, te odeio,
Arquiteta, barroca,
Adeus.

É, companheirada. um passo de cada vez e bola para frente. A estrada é longa, espinhosa e de cheia  pedregulhos, mas não é intransponível. Acho que nunca escrevi um post tão rápido e de rompante como este de hoje, mas por hoje é só. Com um fraterno abraço,

Alam Félix

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